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Espelho

17 de julho de 2009

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Tela de Douglas Hofmann

Eu sou a outra de mim,
desconhecida de ti,
cujo habitat é a alma.

A outra é a minha recâmara
eu, o seu próprio jardim.

A outra tem sonhos alados
e tece em muitos brocados
os poemas que faço meus;

porque eu sou a outra de mim
e a outra de mim sou eu.

17/07/2009

Ariadna Garibaldi

4 comentários:

Moacy Cirne disse...

Grato pela visita ao Balaio. Sua poesia, pelo que li, revela uma autora com sensibilidade. Ah, sim: adoro João Pessoa.

Um abraço.

Eliana Mora (El) disse...

uma que conhecemos, outra que escondes?
uma mais e outra menos apaixonada?

não sei
as todas 'de ti' se completam...

beijo
El

Ariadna Garibaldi disse...

É muito bom ler os comentários. Obrigada Moacy Cirne, Volte mais vezes aqui!

Obrigada a ti também, querida El; Eu não diria que escondo, diria que a revelo na poesia...

Beijos

AC Rangel disse...

Ariadna, apenas duas palavras: lindo e parabéns.
Ah! uma terceira: Beijo

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