Tela de Edwin Helder
Cansei de ser certinha
a irmã mais prestimosa
a mãe total, ardorosa
e a filha perfeitinha
quadradinha, previsível
a romântica incurável
poeta do amor impossível
depois de muito esperar
chegou enfim o momento
de apenas ser mulher
ser tocada, acariciada
descer do meu pedestal
crescer, escalar montanhas
saltar de algum para-quedas
me esbaldar no carnaval
quero errar, quebrar a cara
viver tudo o que é novo
aprender qual é o jogo
quero Vida - pra ser minha
qual cortesã ou rainha
eu quero apenas mudar...
Ser mais eu, correr os riscos
quero soltar o meu grito
dar vazão ao meu instinto
eu quero me liberar!
Já não ser assim certinha
nem igual a mais ninguém
mas sem amarras, mais solta
quem sabe assim ser feliz?
23/01/2007
Ariadna Garibaldi





4 comentários:
É isso aí! Viver a vida é mto mais importante do que seguir regrinhas que ninguém nem nota. O pedestal pode ser uma idealogia, mas a vida acontece, mesmo, abaixo dele. Será que vale a pena continuar olhando a vida por cima?
Abraços o/
Obrigada pela visita e comentário, amigo, espero que volte a me visitar mais vezes!
abços e ótima semana!
Será o Direito
que nos cobra
ser tão certinhas? : )
Beijo,
doce de lira
Taí algo a se pensar: Não sei se o Direito nos cobra ser certinhas ou se escolhemos o direito por sermos certinhas...
Obrigada pela visita e comentário, volte sempre, será muito bem vinda!
Beijos
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