30 de agosto de 2009

Crisálida

 

crisalida2.stamp[4]

Arte fotográfica  Crisálida de José Luis Álvarez

 

 

As noites correm soltas
fluem nuas
na ausência dos teus beijos e carícias
aquece-me a fé
- e os meus desejos -
sufoco no clarão das muitas luas

abraço a minha alma
e repouso
qual fênix que espera pelas penas
crisálida que anseia pelas asas
a rir-se
saboreia as próprias lágrimas

as noites fluem nuas
correm soltas
por beijos
os arpejos dessa lira
que sorvo como cálice de mirra
a me curar as dores e  feridas

30/08/2009

Ariadna Garibaldi

6 comentários:

  1. mirra doce que te cure
    e nos traga mais e mais poemas tão belos

    beijos, poeta Ada

    El

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  2. Muito obrigada, El! Que assim seja e os anjos digam amém! Teu comentário é um estímulo!

    Beijos mil

    Ada

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  3. Encontrei-me no poema por três vezes...

    "Qual fênix", pois Renata é aquela que renasce a cada dia
    - das cinzas, se preciso!

    "Os arpejos dessa lira", palavra que também me diz respeito! : )

    "Beijos", tema do meu mais recente poema publicado.

    Aguardarei sua visita
    sempre simpática!
    Abração.

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  4. Que maravilha, Renata! É tão gratificante quando sabemos que alguém de certa forma se encontrou em nosso poema! Fico muito feliz!

    Sim, nem precisa convidar, sempre que percebo que tem poema novo em seu blog, vou lá ler e comentar!

    Beijão pra você!!!


    Ariadna

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  5. Olá, Ariadna!

    Belas imagens num poema que expõe a ansiedade, o desconforto, a insegurança de um ninho vazio. Nascer e morrer são atos solitários, - talvez, por isto, seja tão difícil aceitar a solidão, ainda que momentaneamente, em qualquer fase da vida, especialmente quando a paixão, ou o amor, estão no seu centro.

    Sempre bom demais te ler, Ariadna.

    Bjs e inté!

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  6. Olá Ju! Muito bom de ler teu comentário, sempre pertinente e atento às entrelinhas. Bom demais te ver aqui!

    Beijos mil

    Ariadna

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