Arte fotográfica Crisálida de José Luis Álvarez
As noites correm soltas
fluem nuas
na ausência dos teus beijos e carícias
aquece-me a fé
- e os meus desejos -
sufoco no clarão das muitas luas
abraço a minha alma
e repouso
qual fênix que espera pelas penas
crisálida que anseia pelas asas
a rir-se
saboreia as próprias lágrimas
as noites fluem nuas
correm soltas
por beijos
os arpejos dessa lira
que sorvo como cálice de mirra
a me curar as dores e feridas
30/08/2009
Ariadna Garibaldi





6 comentários:
mirra doce que te cure
e nos traga mais e mais poemas tão belos
beijos, poeta Ada
El
Muito obrigada, El! Que assim seja e os anjos digam amém! Teu comentário é um estímulo!
Beijos mil
Ada
Encontrei-me no poema por três vezes...
"Qual fênix", pois Renata é aquela que renasce a cada dia
- das cinzas, se preciso!
"Os arpejos dessa lira", palavra que também me diz respeito! : )
"Beijos", tema do meu mais recente poema publicado.
Aguardarei sua visita
sempre simpática!
Abração.
Que maravilha, Renata! É tão gratificante quando sabemos que alguém de certa forma se encontrou em nosso poema! Fico muito feliz!
Sim, nem precisa convidar, sempre que percebo que tem poema novo em seu blog, vou lá ler e comentar!
Beijão pra você!!!
Ariadna
Olá, Ariadna!
Belas imagens num poema que expõe a ansiedade, o desconforto, a insegurança de um ninho vazio. Nascer e morrer são atos solitários, - talvez, por isto, seja tão difícil aceitar a solidão, ainda que momentaneamente, em qualquer fase da vida, especialmente quando a paixão, ou o amor, estão no seu centro.
Sempre bom demais te ler, Ariadna.
Bjs e inté!
Olá Ju! Muito bom de ler teu comentário, sempre pertinente e atento às entrelinhas. Bom demais te ver aqui!
Beijos mil
Ariadna
Postar um comentário