Tela do pintor russo Vladimir Muhin
Pelo avesso do avesso eu me guio
Guardo luto e visto cores no vazio
Se me porto qual vestal
Por castidade
É de amar-te e querer-te de verdade
Eu desprezo a avidez de puro cio
À minh’alma, basta o amor terno e sereno
Mesmo em face de desejos mais sombrios
Dispo os beijos
Colho olhares e me desvio
Eu sou vale interditado
Intransponível
Uma estrada proibida ao estrangeiro
E que possa eu sentir do amor o cheiro
É só teu o que recato
07/08/2005
Ariadna Garibaldi





5 comentários:
"estrada proibida ao estrangeiro"
SIM, aqui está o que considero uma pérola.
Viva tu!
beijos da El
Gostei muito daqui!
Já estou seguindo.
Bjo e paz.
Muito obrigada Talita! Fico realmente muito alegre por você gostar e mais ainda por seguir! Um lindo domingo pra você!
Oi El!
De fato esta frase é a síntese de todo o poema!
Beijos!
Ariadna, grata pela retribuição!
"Nos seguimos", então! rsrs
Ótimo domingo.
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