Tela de Mark Spain
Quem dera eu pudesse ouvir
o que não ousas dizer
o que tu calas no peito
o que me privas de ver
quem dera eu pudesse ler
pensamentos que são teus
o que tua alma deseja
o que teu corpo quer ter
se gritas no teu silêncio
ou se murmuras ao vento
os teus segredos são trancas
junto a teus medos vazios
pudesse eu compreender
tudo aquilo que te afeta
o que te move ou detém
o que te inibe ou desperta
as poucas linhas do tempo
que brotam na tua face
são ecos da tua história
que a mim jamais revelaste
ah, pudesse eu ouvir
o que não ousas dizer...
08/09/2009
Ariadna Garibaldi





14 comentários:
Nossa ... simplesmente lindooo ... parabéns poetiza ... beijos.
Oi Aline! Muito obrigada, querida, que bom que você veio me visitar e melhor ainda que gostou do poema!
Beijos mil e ótima semana!
Ariadna
Muito bom,lindo,minha cara Ariadna.Parabéns.Grande abraço.
Sê bem vindo sempre, James! Muito obrigada por comentar!
Beijos e ótimo final de semana!
Ariadna
Eu não quero ouvir, nunca o quis. Verdade é que espero que me cale, e entre suspiros e delícias, esqueça o que é fala o que é vista e saiba apenas o que é toque.
Parabéns.
Oi Eva!
O amor tem fases e faces... Há o tempo de tocar, o tempo de falar, o tempo de calar, o tempo de ouvir... Desde que em todo o tempo simplesmente se ame.
Seja bem vinda sempre, fico feliz com sua visita
Beijos e ótima semana!
Ariadna
E há tantas coisas que gostaríamos de descobrir, não é mesmo? Um poema cheio de vida, Ariadna.
Beijos pra você e um fim de semana bem feliz.
Olá Dade!
Sim, com certeza, mas será que se viéssemos a saber, mudaria algo? Quem dera eu soubesse.... rs
Um fim de semana feliz, também, para ti! Beijos
Ariadna
Tudo seria tão mais fácil,
não houvesse tantos "medos vazios"...
Gostei muito do poema!
Um beijo,
doce de lira
Verdade Renata e os medos, quase sempre são vazios...
Beijão, ótimo domingo
Ariadna
Ah... Quem dera...
Muito bonito, Ariadna!
Bjs e inté!
Oi Ju!!!
É muito bom receber tua visita, sempre!
Beijos mil e uma semana abençoada pra ti!
Ariadna,
Sim. O único cuidado é não imaginar poder ouvir o que não está lá, mas que gostaríamos que estivesse. Ouvir o que o medo do outro impede de dizer é uma coisa. Ouvir o que se preferiria que existisse (mas não existe...) é outra, completamente distinta.
capicce?!
;)
Beijos,
Marcelo.
Olá Marcelo! Capisco, amico mio!
Isso é bem verdade e é de fato o que normalmente acontece! Muitas vezes não estamos ouvindo o que está patente. Excelente observação, obrigada :-)
Beijão
Ariadna
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