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Pudesse eu saber!

13 de setembro de 2009

 

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Tela de Mark Spain

 

 

Quem dera eu pudesse ouvir 
o que não ousas dizer
o que tu calas no peito
o que me privas de ver

quem dera eu pudesse ler
pensamentos que são teus
o que tua alma deseja
o que teu corpo quer ter

se gritas no teu silêncio
ou se murmuras ao vento
os teus segredos são trancas
junto a teus medos vazios

pudesse eu compreender
tudo aquilo que te afeta
o que te move ou detém
o que te inibe ou desperta

as poucas linhas do tempo
que brotam na tua face
são ecos da tua história
que a mim jamais revelaste

ah, pudesse eu ouvir
o que não ousas dizer...

08/09/2009

Ariadna Garibaldi

 

14 comentários:

Aline Ane disse...

Nossa ... simplesmente lindooo ... parabéns poetiza ... beijos.

Ariadna Garibaldi disse...

Oi Aline! Muito obrigada, querida, que bom que você veio me visitar e melhor ainda que gostou do poema!

Beijos mil e ótima semana!

Ariadna

james penido disse...

Muito bom,lindo,minha cara Ariadna.Parabéns.Grande abraço.

Ariadna Garibaldi disse...

Sê bem vindo sempre, James! Muito obrigada por comentar!

Beijos e ótimo final de semana!

Ariadna

O Espelho de Eva disse...

Eu não quero ouvir, nunca o quis. Verdade é que espero que me cale, e entre suspiros e delícias, esqueça o que é fala o que é vista e saiba apenas o que é toque.

Parabéns.

Ariadna Garibaldi disse...

Oi Eva!

O amor tem fases e faces... Há o tempo de tocar, o tempo de falar, o tempo de calar, o tempo de ouvir... Desde que em todo o tempo simplesmente se ame.

Seja bem vinda sempre, fico feliz com sua visita

Beijos e ótima semana!

Ariadna

dade amorim disse...

E há tantas coisas que gostaríamos de descobrir, não é mesmo? Um poema cheio de vida, Ariadna.
Beijos pra você e um fim de semana bem feliz.

Ariadna Garibaldi disse...

Olá Dade!

Sim, com certeza, mas será que se viéssemos a saber, mudaria algo? Quem dera eu soubesse.... rs

Um fim de semana feliz, também, para ti! Beijos

Ariadna

Renata de Aragão Lopes disse...

Tudo seria tão mais fácil,
não houvesse tantos "medos vazios"...

Gostei muito do poema!
Um beijo,
doce de lira

Ariadna Garibaldi disse...

Verdade Renata e os medos, quase sempre são vazios...

Beijão, ótimo domingo


Ariadna

ju rigoni disse...

Ah... Quem dera...

Muito bonito, Ariadna!

Bjs e inté!

Ariadna Garibaldi disse...

Oi Ju!!!

É muito bom receber tua visita, sempre!

Beijos mil e uma semana abençoada pra ti!

Marcelo Novaes disse...

Ariadna,


Sim. O único cuidado é não imaginar poder ouvir o que não está lá, mas que gostaríamos que estivesse. Ouvir o que o medo do outro impede de dizer é uma coisa. Ouvir o que se preferiria que existisse (mas não existe...) é outra, completamente distinta.





capicce?!



;)






Beijos,








Marcelo.

Ariadna Garibaldi disse...

Olá Marcelo! Capisco, amico mio!

Isso é bem verdade e é de fato o que normalmente acontece! Muitas vezes não estamos ouvindo o que está patente. Excelente observação, obrigada :-)

Beijão

Ariadna

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