17 de outubro de 2009

Fúria

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Tela de Ibáñez

 

Ando por caminhos que não sei
busco pelas coisas que não são
choro por aquilo que não existe
vivo pela fé no que virá ou não

Luto contra o  que me abala
engulo o choro que me corta a fala
enfrento o meu medo  de perder
sorrio apesar de sofrer

Traço o meu próprio rumo
faço de minha fé meu prumo
desprezo os conselhos fáceis
discordo das verdades táteis

Não precisa tentar me entender
não pergunte, não vou responder
não fale nada e se puder, me ame
se não puder... Se dane!

05/05/2005

Ariadna Garibaldi

4 comentários:

  1. Aiiiiiiiii que eu ADOREI!
    Identifiquei-me totalmente, Ariadna!

    Que força, poetisa! Parabéns.

    Um bjo grande,
    Talita.

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  2. Oi Talita! Que bom, fico sempre muito feliz quando alguém se identifica com algo que eu escrevo, ainda mais alguém como você, que escreve tão lindamente!

    Obrigada pelas palavras, beijão!

    Ariadna

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  3. Importante é que sejamos quem somos haja o que houver... E não tem jeito: nem sempre percebemos quem somos; mas somos aquilo que sentimos... Ainda que machuque, ou soe como um despropósito, a transparência deve ser sempre bem-vinda.

    Muito certeiro, Ariadna! Adorei. Bjs e inté!

    PS: Perdoe a ausência, Ariadna. Saúde, trabalho e questões familiares continuam deixando muito pouco tempo para blogar como se deve. Apenas, vez em quando, atualizo os blogues para que não fiquem mais abandonadinhos do que já estão...

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  4. É bem assim Ju! É muito comum as pessoas, especialmente na adolescência, buscarem ser aceitas; Há muito que já passei dessa fase; Eu sei a que venho, para onde vou e com quem quero ir; O mais, que é fantasia, fica por conta da poesia e pra mim tá de bom tamanho!

    Obrigada por estar aqui, sua presença só enriquece!

    Beijos muitos!!!

    PS>>> Quanto ao seu tempo, a exccelência dos seus escritos valem a espera e tenho certeza que logo, logo o tudo se normalizará!

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