30 de setembro de 2010

Crime e castigo

PINO

Saio porta afora
sem deixar rastros
nem saudade
nem mesmo o aroma
indelével e delicado
da ilusão
que perfuma a minh’alma
ou a imagem distorcida e desfocada
dos meus atos
nem sons de riso ou as lágrimas
que mancharam teus retratos
levo tudo comigo
e do meu crime
-amar-te mais que a mim-
recebo a indiferença
por castigo

30/09/2010

Ariadna Garibaldi

 

Tela de PINO

Aparência

Tela de Román de Blas Aparência O sorriso - algumas vezes - é apenas o disfarce das lágrimas que não chegam até a ...