Saio porta afora
sem deixar rastros
nem saudade
nem mesmo o aroma
indelével e delicado
da ilusão
que perfuma a minh’alma
ou a imagem distorcida e desfocada
dos meus atos
nem sons de riso ou as lágrimas
que mancharam teus retratos
levo tudo comigo
e do meu crime
-amar-te mais que a mim-
recebo a indiferença
por castigo
30/09/2010
Ariadna Garibaldi
Tela de PINO





2 comentários:
As vezes é preciso MESMO bater a porta, sair e navegar =D
"Navegar é preciso".
É verdade, Thaila e temos que perceber quando essa hora é chegada; Navegar, sempre!!!! Beijos mil
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